A entrada de grandes players internacionais no capital de fintechs latino-americanas está redefinindo o cenário de pagamentos digitais e infraestrutura financeira na região. Prova disso é o recente aporte de US$ 14 milhões recebido pela argentina Belo, em rodada série A liderada pela Tether, referência global em stablecoins.
Fundada para facilitar contas e pagamentos internacionais, a Belo consolida sua estratégia de expansão não apenas no Brasil, onde atua há cerca de seis meses, mas também em outros mercados estratégicos como México, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia e Paraguai. O investimento mobiliza também o Titan Fund e reforça a confiança de investidores já presentes, como Venture City, Mindset Ventures e G2.
Segundo Manuel Beaudroit, CEO e cofundador da Belo, o Brasil permanece como peça central no roadmap da empresa, especialmente para atender freelancers, trabalhadores remotos e usuários que movimentam dinheiro entre países. O objetivo é tornar o Brasil responsável por 10% a 15% da base total de usuários até o final do ano, o que pode representar cerca de 500 mil contas e um GMV de R$ 750 milhões.
