O universo das plataformas digitais foi surpreendido nesta semana por uma jogada pouco convencional de Ryan Cohen, CEO da GameStop. Com o objetivo de chamar atenção para a proposta bilionária de aquisição do eBay, Cohen colocou à venda em sua conta pessoal diversos itens inusitados, incluindo placas da GameStop, videogames, pedaços de tapete e até meias, todos acompanhados de uma cópia assinada da carta de proposta enviada ao conselho do eBay.
Os lances pelos artigos rapidamente atingiram valores expressivos: uma caneca da GameStop ultrapassou US$ 3 mil, enquanto uma estátua do Master Chief chegou a mais de US$ 10 mil. O próprio Cohen ironizou a situação em sua biografia no eBay, afirmando que estava "vendendo coisas no eBay para pagar pelo eBay", em alusão à oferta de compra feita pela GameStop, avaliada em US$ 56 bilhões – quase cinco vezes o valor de mercado da própria GameStop, que gira em torno de US$ 11 bilhões.
A resposta do eBay, porém, foi imediata e contundente. A plataforma suspendeu a conta do executivo, justificando que a atividade "estava colocando a comunidade do eBay em risco". O movimento levanta discussões relevantes para founders e líderes de empresas SaaS e tech sobre os limites da criatividade em campanhas de marketing e relações públicas, especialmente quando envolvem plataformas de terceiros e potenciais conflitos de interesse.
