A disputa pelo capital de risco na América Latina ganhou novos contornos em abril de 2026. Embora o Brasil tenha sido destaque em quantidade de rodadas, abocanhando 19 das 34 operações anunciadas, sua fatia no equity captado desabou para apenas 9% do total movimentado na região. O domínio no volume ficou por conta do México, puxado pela série C de US$ 405 milhões da Plata Card, fintech de crédito, que sozinha concentrou mais de três quartos dos investimentos em equity no mês.
Brasil perde força no equity, mas mantém protagonismo em número de deals
Segundo dados do Sling Hub, as startups latino-americanas levantaram US$ 534 milhões em rodadas de equity em abril, um crescimento de 26% em relação a março e de 44% na comparação anual. Apesar do salto, o Brasil respondeu por apenas US$ 48,7 milhões desse volume, marcando sua menor participação proporcional no ano. Para efeito de comparação, o país representou 18% dos investimentos em janeiro, 17% em fevereiro e 24% em março.
O cenário evidencia uma tendência relevante para founders e investidores SaaS e tech: o mercado de equity segue seletivo, privilegiando operações de grande porte e startups com forte tração. A rodada recorde da Plata Card no México ilustra como aportes pontuais podem distorcer a distribuição regional do capital.
