Volund inova ao colocar IA no centro da produção de software
A busca por agilidade e eficiência no desenvolvimento de software corporativo ganhou um novo capítulo com a Volund, startup pernambucana fundada em fevereiro de 2026. Instalada no Porto Digital, em Recife, a empresa propõe uma ruptura no modelo tradicional de entrega de sistemas ao colocar agentes de inteligência artificial como protagonistas em todas as etapas do processo.
O conceito, chamado de "engenharia agêntica", vai além do uso pontual de IA. Os agentes analisam reuniões e documentos para levantar requisitos, geram propostas técnicas e comerciais, decompõem escopos em tarefas, escrevem e revisam código, executam testes e elaboram toda a documentação necessária. Tudo isso ocorre sob supervisão humana em etapas estratégicas, mas com grande parte da rotina automatizada.
Segundo o CEO, Vinícius Guedes, o objetivo é mostrar que é possível construir softwares corporativos complexos em poucos dias, e não em meses, como ocorre no modelo tradicional. A meta é ambiciosa: faturar R$ 50 milhões, apoiada por uma equipe que deve chegar a 40 ou 50 pessoas até o fim do ano. Atualmente, o time conta com dez colaboradores e outros dez em processo de seleção.
Origem e diferenciais do modelo agêntico
A Volund nasce como um spin-off do Extreme Group, ecossistema de tecnologia com 12 anos de mercado, 2 mil colaboradores e faturamento anual de R$ 600 milhões. O modelo de automação total ganhou corpo dentro da Beyond, empresa do grupo voltada para tecnologia de nuvem e venture building, onde, em março de 2025, foi criada a primeira versão da esteira agêntica. A solução foi testada internamente, reconstruindo todos os produtos da Beyond antes de se tornar uma empresa independente.
