O setor de creator economy ganhou um novo capítulo competitivo com a ascensão da Hubla, plataforma martech brasileira que, após uma fase de reconstrução silenciosa, atingiu o breakeven e agora mira dobrar seu volume bruto transacionado (GMV) para R$ 2 bilhões em 2026.
Redesenho estratégico e crescimento exponencial
Fundada por Bernardo Reis, Arthur Alvarenga e Raphael Capelão, a Hubla passou por transformações profundas desde que captou R$ 60 milhões em 2021, em rodada liderada por nomes como Kaszek, FJ Labs, Big_Bets e Kevin Efrusy. Segundo o CEO Arthur Alvarenga, foi apenas recentemente que a empresa encontrou um modelo sustentável, após uma "maturação enorme de produto e uma expansão muito grande de tese".
O período entre 2021 e 2024 foi marcado por um posicionamento discreto, priorizando ajustes robustos no produto e foco em clientes estratégicos, em contraste com concorrentes do segmento de infoprodutos, como a Hotmart, que optaram por comunicação constante de novidades. Essa escolha refletiu a cultura dos fundadores, que preferiram separar claramente o momento de construção do produto do momento de escalar a operação.
O resultado dessa estratégia de baixo perfil foi um salto de dez vezes na receita desde 2024, culminando na conquista da rentabilidade. Só após atingir maturidade de produto, a Hubla intensificou seus esforços de marketing, ampliando presença em eventos e redes sociais, especialmente a partir do fim de 2025 e com planos de ainda mais visibilidade para 2026.
