O mercado de benefícios corporativos está passando por uma transformação significativa, impulsionada por mudanças regulatórias que abriram espaço para novos modelos e maior competição. No centro dessa reviravolta está a Swap, fintech de Banking as a Service (BaaS), que vem se destacando ao adaptar rapidamente suas soluções às novas exigências do setor.
Modernização regulatória e impacto no setor
Até pouco tempo atrás, o setor de benefícios corporativos era dominado por grandes incumbentes, como Ticket e Sodexo, que utilizavam arranjos fechados em seus cartões. No entanto, a modernização das regras, promulgada pelo governo federal em novembro de 2025, trouxe mudanças profundas. O novo decreto passou a permitir que os arranjos de pagamento do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) sejam abertos ou fechados, exigindo obrigatoriamente o modelo aberto para empresas que atendam mais de 500 mil trabalhadores.
Essa abertura regulatória favoreceu a entrada de startups e empresas inovadoras, como a Swap, que já operavam com arranjos abertos utilizando bandeiras como Visa, Elo ou Mastercard. O modelo aberto oferece maior flexibilidade e aceitação, o que aumentou sua adoção por empresas e estabelecimentos. A reação das grandes corporações do setor foi imediata, alegando concorrência desleal, mas acabaram por buscar também a incorporação do novo formato para não perder espaço.
Além disso, o decreto proibiu a prática do rebate, que consistia em descontos ou vantagens financeiras oferecidas pelas operadoras às empresas contratantes, e estabeleceu um teto para as tarifas cobradas dos estabelecimentos. Essas medidas nivelaram o campo de jogo, tornando o mercado mais competitivo e abrindo oportunidades para novos entrantes.
Estratégia da Swap e diferenciais competitivos
Doug Storf, cofundador e CEO da Swap, destaca que as mudanças regulatórias criaram um ambiente de maior competitividade, onde tanto os players tradicionais quanto as startups precisam inovar para se manter relevantes. Em resposta ao novo cenário, a Swap lançou, ainda em novembro, uma solução que permite a coexistência dos arranjos fechado e aberto no mesmo cartão. Na prática, isso significa que um cartão físico de uma empresa tradicional pode agora carregar também uma bandeira como Mastercard, Elo ou Visa, sem perder o valor construído ao longo dos anos pelos incumbentes.
Segundo Storf, esse produto é único no mercado e já demonstra forte tração comercial, pois atende tanto às necessidades de inovação quanto à preservação das relações estabelecidas pelos grandes players. Ao unir flexibilidade regulatória e tecnologia, a Swap se posiciona como facilitadora da transição do setor para um modelo mais aberto, competitivo e eficiente.
A inauguração do novo escritório da Swap em São Paulo representa um marco simbólico dessa expansão e consolidação, reforçando o compromisso da empresa com o crescimento sustentável e com a liderança em soluções para o mercado de benefícios corporativos.
Conclusão
Para founders e empresas do ecossistema SaaS e tech, o caso da Swap evidencia como a agilidade em responder a mudanças regulatórias pode ser decisiva para conquistar espaço em mercados tradicionalmente dominados por grandes corporações. A modernização do setor de benefícios corporativos cria oportunidades para inovação, mas exige visão estratégica para navegar em um ambiente regulatório em rápida evolução.
Fontes
https://startups.com.br/negocios/na-disputa-pelos-beneficios-corporativos-quem-ganha-e-a-swap
